Parkinson
O Mal de Parkinson é uma doença degenerativa e progressiva do sistema nervoso central que compromete predominantemente os circuitos motores dos gânglios da base. Os sintomas cardinais da doença de Parkinson são: rigidez motora, lentidão de movimentos, perda de equilíbrio, tremor de repouso. Outros sinais observados são postura do tronco fletida, rouquidão e diminuição do volume da voz, dermatite seborrêica e lentidão de raciocínio.
Na maior parte das vezes, quando um sintoma é observado pelo paciente ou seus familiares, outros sintomas já são perceptíveis durante o exame clínico feito por neurologista. Por isso, a procura de atendimento médico especializado pode favorecer o diagnóstico e tratamento adequados.
Dos comprometimentos do sistema nervoso central, o principal é a diminuição da atividade das vias dependentes de dopamina. A estratégia mais efetiva no tratamento do Parkinson é o uso da Levodopa, uma substância que participa da síntese da dopamina, aumentando sua atividade nas vias nigro-estriatais.
Vários novos medicamentos estão disponíveis no mercado para o tratamento da Doença de Parkinson e há ainda a opção cirúrgica em casos selecionados. Contudo, até o momento não há tratamento que promova uma cura definitiva e o objetivo do acompanhamento médico é controlar os sintomas com as melhores medicações e o mínimo de efeitos colaterais.
Com o uso de medicamentos apropriados o neurologista pretende devolver ao paciente sua capacidade funcional. Considerando-se que as necessidades motoras variam em função da idade e das atividades profissionais e físicas, também o tratamento deverá ser adaptado nesse sentido.
Em linhas gerais, os pacientes com Doença de Parkinson que desenvolvem a doença a partir da Sexta ou sétima década têm quadros mais benignos, necessitando de menos medicação. Já nos casos de jovens que desenvolvem a doença, o tratamento com neurologista é decisivo para o controle dos sintomas com o mínimo de iatrogenia (efeitos colaterais de medicamentos).
Outros distúrbios de movimentos
Há muitas doenças neurológicas classificadas como distúrbios de movimento. Desde o tremor essencial familiar que acomete indivíduos de todas as idades com tendência a progressão com o tempo, mais perceptível em momentos de tensão ou em trabalho delicado até doenças graves que comprometem a movimentação global como na distonia generalizada.
Algumas doenças apresentam-se com sintomas semelhantes aos encontrados na Doença de Parkinson, como a Doença de Wilson, a Hidrocefalia de Pressão Normal, as Síndromes Parkinson-plus como a Paralisia Supranuclear Progressiva e a Atrofia de Múltiplos Sistemas. Além dessas podemos citar os parkinsonismos causados por acidentes vasculares cerebrais, encefalites e intoxicações como o uso de flunarizina e seus derivados.
Quaisquer sintomas de movimentação involuntária do corpo, de pequena amplitude como os vários tipos de tremores ou os de grande amplitude mais lentos como as distonias ou mais rápidos como a coréia requerem investigação neurológica para excluir causas mais graves e para controle medicamentoso.
Cirurgia da Doença de Parkinson, Tremores e Movimentos Anormais
É a chamada cirurgia Estereotáxica, em que estrutura cerebrais profundas, responsáveis por essas anormalidades são localizadas pela tomografia computadorizada ou ressonância magnética, e através de localização neurofisiológica e estimulação elétrica, são a seguir coaguladas através de correntes de radiofrequência, que acarretam a cessação dos sintomas: tremores, rigidez, discinesias e outros movimentos anormais.
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