O que é a Epilepsia
Introdução
A epilepsia se caracteriza por crises convulsivas de repetição. É um sintoma freqüente que acomete em torno de 1 a 2% da população em geral. Além disto, cerca de 4% das pessoas, ou seja, uma em cada 25, já apresentou pelo menos uma crise convulsiva na vida (se não houver crises de repetição não podemos caracterizar como epilepsia, daí a diferença nos números).
Causas das Epilepsias
As crises convulsivas se originam de focos ou regiões de mal-funcionamento do cérebro. Eventualmente todo o cérebro pode estar comprometido. Este mal-funcionamento pode ser decorrente de inúmeras doenças. Algumas são alterações reversíveis, como por exemplo, variação na quantidade de sal das células, outras presentes desde o nascimento, como as malformações do cérebro. Existem também epilepsias associadas à presença de lesões graves, potencialmente fatais, como tumores ou hemorragias cerebrais. Do ponto de vista do paciente, descobrir a doença que causa suas crises é fundamental.
Vale a pena ressaltar que ter epilepsia não implica obrigatoriamente em ter distúrbios de comportamento ou retardo mental. Apesar do preconceito que envolve a doença, existem vários profissionais de todas as áreas que têm epilepsia e usam medicação regularmente.
A função do médico que trata pacientes com epilepsia não se resume no controle das crises, inclui também investigar a doença que as gera.
O Tratamento
Existe hoje um extenso arsenal para se tratar crises epilépticas que controlam a grande maioria dos pacientes. Além disso, várias medicações foram lançadas no mercado nos últimos anos com resultados promissores. Nos casos onde existe falha terapêutica com medicação existe ainda a opção do tratamento cirúrgico. O desenvolvimento tecnológico e a melhoria dos métodos diagnósticos têm tornado os tratamentos medicamentosos e as cirurgias cada vez mais seguras e eficientes.
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